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domingo, 19 de maio de 2013

C.FED - Projeto permite recebimento simultâneo de dois adicionais

Publicado em 3 de Maio de 2013 às 11h35

imageTramita na Câmara o Projeto de Lei 4983/13, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que permite o recebimento cumulativo dos adicionais de periculosidade e de insalubridade. Atualmente, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43), o trabalhador que tiver direito aos dois adicionais terá que optar por um deles.

“Não há razão plausível para a obrigatoriedade de escolha de apenas um dos adicionais, quando há exposição do trabalhador a ambas as situações de risco: ambiente de trabalho sob a incidência de agentes nocivos à sua saúde e atividade desenvolvida sob condições que põem sua vida em risco”, disse o deputado.

Segundo o jurista Sebastião Geraldo de Oliveira, citado pelo deputado, está comprovado que a exposição simultânea a mais de um agente agressivo reduz a resistência do trabalhador. “A presença de mais de um agente insalubre, em muitas circunstâncias, multiplica os danos à saúde”, afirma o jurista.

Tramitação

O projeto foi apensado ao PL 2549/92, do Senado, que altera o cálculo do adicional de insalubridade e está pronto para ser votado no Plenário.

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Como elaborar um relatório de Segurança

relatório, segurança, relatar, riscos, medidas preventivas, corretivas, trabalho

Fonte: DDS Online

Por: Nestor Waldhelm Neto

Os relatórios são conhecidos por sua seriedade. São tratados como verdadeiros documentos. E sua utilidade é imensa.

Hoje veremos como elaborar um relatório de Segurança do Trabalho passo a passo.

Muitas vezes em uma simples conversa não conseguimos fazer com que o empregador nos leve a sério o suficiente para promover melhorias necessárias no ambiente de trabalho. Mas, usando um Relatório de Segurança bem elaborado, as chances de sucesso aumentam, e muito.

 

Mas, em fim, Como elaborar um relatório de Segurança do Trabalho?

É preciso primeiramente entender quais as principais vantagens do relatório.

- O relatório serve para mostrar o que está errado no ambiente de trabalho.

É necessário sempre fazer um relatório com embasamento legal, ok. Profissional de Segurança do Trabalho que pensa ou acha alguma coisa, está redondamente errado!

As normas são nossas aliadas, por isso, precisamos entender pelo menos os itens que dizem respeito ao nosso ambiente ou segmento de trabalho.

- O relatório serve para mostrar as medidas de correção necessárias.

As medidas de correção devem ser apresentadas com maior riqueza de detalhes possíveis. É lógico que não podemos encher linguiça.  Devemos mostrar todas as opções de correções que são viáveis a empresa no momento.

- O relatório deve ser prático

Um bom relatório deve ser organizado e direto, não pode haver enrolação, afinal o empregador não tem tempo a perder.  Em se tratando de organização, o relatório deve conter no mínimo os campos:

- Cabeçalho:

Nesse campo deve haver:

  • Data;
  • Nome ou logo da empresa;
  • Nome e localização do setor avaliado;

- Irregularidades encontradas

Nessa parte deve ser descrito os problemas ou irregularidades que foram encontrados no local analisado.

- Itens de conformidade com as normas

Nessa parte descrevemos o texto da norma que levou a inconformidade do item que foi mostrado acima.

Devemos mostrar o item da norma que a empresa está descumprindo, podemos fazer um control “C” control “V”  (cópia) da norma, se possível.

- Medidas corretivas propostas

Nessa parte devemos colocar as medidas de correção que poderão ser adotadas.

Quanto mais detalhadas forem as opções de medidas corretivas, melhor será.

- Nome do Profissional que elaborou o relatório

Importante para mostrar quem está trabalhando. Documento importante para mostrar que está fazendo sua parte, principalmente quando a empresa não quiser regularizar a situação e acontece o pior, esse documento poderá ser usado como defesa.

- Nome do representante da empresa. Gerente, proprietário, etc.

É importante colher a assinatura do responsável pela empresa. Isso mostra que a empresa está ciente da não conformidade. Está ciente que existem itens errados e precisam trabalhar para corrigir.

Se o representante da empresa não assinar não se chateie por isso. Nesse caso podemos adotar o hábito de também enviar por e-mail.

Muitas vezes eles não assinarão por saberem que isso pode ser usado como prova de uma gestão descomprometida com a Segurança do Trabalho.

Se sua empresa não cumpre as normas que comprometem diretamente a segurança do trabalhador, é hora de pensar se vale a pena continuar correndo o risco de responder por omissão juntamente com ela. É como diz o Cosmo Palacios. “é melhor perder o emprego do que a dignidade”.

Conclusão:

Amigos, essa é apenas uma das mil e uma maneiras de elaborar um relatório. Se conhece um outro jeito ou modelo a seu gosto, pode continuar usando normalmente.

Como esse é um documento interno das empresas as normas não opinam sobre ele. O importante é  desenvolver um modelo que atenda as necessidades da sua empresa. Simples assim :)

Baseado nessa postagem elaboramos um “Modelo de Relatório de Segurança – download.”

sábado, 18 de maio de 2013

Como manter a segurança no canteiro de obras

Fonte: DDS Online

http://www.ddsonline.com.br/dds-temas/construcao-civil/269-como-manter-a-seguranca-no-canteiro-de-obras.html?awt_l=BLz5Y&awt_m=3XfVupC3.0u171K&utm_source=Email_Mkt&utm_medium=Mail&utm_campaign=Meio_Ambiente&utm_content=pe%C3%A7a_padr%C3%A3o&utm_term=link-central-1

image

Imagem meramente ilustrativa

Para a manutenção da segurança em um canteiro de obras, algumas recomendações devem ser seguidas.

1. Instalações Elétricas:

- O quadro de força principal, a distribuição, os comandos e as tomadas devem ter proteção contra intempéries;

- A fiação elétrica aterrada deve ter proteção de placas de concreto ou eletrodutos, ser sinalizada e mantida a uma distância mínima das escavações de 1,50m;

- O fusível, a chave e o disjuntor devem ser compatíveis com o circuito. Nunca substitua por dispositivo improvisado ou por fusível de capacidade superior sem a devida troca de fiação;

- Usar o conjunto plugue e tomada para ligar máquinas e equipamentos elétricos móveis;

- Somente os profissionais qualificados devem realizar atividades com eletricidade, sendo sempre supervisionados pro profissional habilitado.

2. Organização e Limpeza:

Para copiar e imprimir esse tema de DDS clique aqui !

O canteiro de obras organizado propicia a melhoria dos trabalhos, a redução das distâncias entre estocagem e emprego do material e reduz os fatores de riscos de acidentes. Para que isso aconteça deve-se:

- Manter materiais armazenados em locais pré-estabelecidos, demarcados e cobertos, quando necessário;

- Desobstruir as vias de circulação, passagem e escadarias;

- Coletar e remover regularmente entulhos e sobras de material, inclusive das plataformas;

- Utilizar equipamentos mecânicos ou calhas fechadas para remover entulhos em diferentes níveis;

- Utilizar capacete, máscara descartável, luvas e calçado de segurança para remover entulhos, sobra de materiais e limpeza dos canteiros;

- Evitar a poeira excessiva durante a remoção.

3. Almoxarifado:

- Deve estar em um local que facilite a recepção dos materiais e a distribuição pelo canteiro;

- Deve ser mantido limpo, organizado e identificado para que não prejudique o trânsito de pessoas, a circulação de materiais e o acesso aos equipamentos de combate a incêndios;

- Manter os materiais com facilidade de acesso e manuseio;

- Separar e identificar (por compatibilidade química) os materiais tóxicos, corrosivos, inflamáveis e explosivos. Armazenar em local isolado e identificado.

4. Escavações de valas e poços:

- Fazer a identificação prévia de galerias, canalizações e cabos elétricos e com dos eventuais riscos por emanações de gases;

- Inspecionar diariamente o escoramento do talude;

- Delimitar as áreas de escavações com fitas zebradas e cavaletes, proibindo o tráfego de veículos;

- Quando houver trânsito sobre a escavação, instalar passarelas de largura mínima de 0,60m protegidas por guarda-corpos;

- Depositar os materiais retirados da escavação em distância superior à metade da profundidade medida a partir da borda do tubulão;

- Viabilizar ventilação mecânica, com ar filtrado, no local da escavação;

- Na interrupção do serviço, manter cobertos os tubulões, com material resistente;

- Tornar obrigatório o uso de cinturão de segurança, dupla trava de segurança no sarilho e cabo de fibra sintética para içamento do trabalhador, em caso de emergência;

- Instalar escadas ou rampas para abandono rápido do local;

- Promover revezamento de atividades entre os poceiros a cada hora trabalhada;

- Elaborar procedimento para resgate, disponibilizar equipamentos e ministrar treinamento para todos os envolvidos, com simulação de emergência.

5. Concretagem

- Verificar previamente, na operação do vibrador, a existência da dupla isolação, instalações elétricas adequadas à potência do equipamento, cabos protegidos contra choques mecânicos e cortes;

- Inspecionar o escoramento e a resistência das formas, por profissional habilitado, antes de iniciar as atividades de lançamento e vibração de concreto;

- Promover revezamentos frequentes de atividades entre os trabalhadores que transportam o mangote, com os demais trabalhadores envolvidos na tarefa de concretagem;

- Inspecionar as conexões dos dutos transportadores previamente à utilização.

6. Recortes de parede e revestimento cerâmico

- Realizar os recortes em local aberto, com o vento a favor do trabalhador;

- Priorizar cortes em via úmida para evitar a propagação da poeira;

- Utilizar o riscador para recortes de revestimento cerâmico e/ou equipamento para aspiração de poeira em locais fechados;

- Realizar a operação de recorte das peças com serra mármore ou riscador, apoiada na bancada, visando minimizar a adoção de posturas inadequadas e risco de acidentes.

7. Plataformas

- Instalar plataforma principal de proteção em todo o perímetro, a partir da primeira laje, em edificações com mais de quatro pavimentos;

- Instalar plataformas intermediárias a cada três pavimentos, retirando somente após o fechamento da periferia dos pavimentos;

- Instalar a tela entre as extremidades de duas plataformas de proteção consecutivas, retirando-a somente depois de concluído o fechamento da periferia até a plataforma imediatamente superior;

- Retirar periodicamente o entulho das plataformas;

- Restringir o comprimento do talabarte do cinturão de segurança tipo para-quedista ao ponto de ancoragem, para não ultrapassar o limite da edificação (periferia);

- Instalar, conforme projeto, dispositivos destinados à ancoragem e sustentação dos andaimes dos cabos de segurança para uso de proteção individual em edificações com altura superior a 12m, a partir do térreo.

8. Andaime Tubular

- Instalar andaimes em montantes apoiados em sapatas sobre solo resistente, com guarda-corpo (1,20m) e rodapé (0,20m), com toda a superfície de trabalho isenta de saliências ou depressões, e com travamento que não permita seu deslocamento ou desencaixe;

- Providenciar a fixação e sustentação dos andaimes somente por profissional legalmente habilitado;

- Montar os andaimes com material antiderrapante, forração completa e nivelada e fixá-los de forma segura e resistente;

- Utilizar o andaime móvel somente em superfícies planas, com travas nos rodízios e somente deslocá-lo sem pessoas ou materiais na plataforma;

- Utilizar o cinturão de segurança, tipo para-quedista, em altura superior a 2 metros, preso ao trava-queda com cabo de fibra sintética independente.

9. Poço do Elevador:

- Manter as proteções nas aberturas dos poços dos elevadores, mesmo durante a execução das atividades nos vãos;

- Proibir atividades próximas aos halls dos elevadores que possam provocar a queda de materiais nas aberturas dos poços dos elevadores;

- Instalar fechamento provisório em material resistente e seguramente fixado à estrutura nos vãos de acesso ao poço dos elevadores.

10. Serra Circular:

- Instalar coifa protetora com alavanca de regulagem, cutelo divisor, proteção no sistema de transmissão de força e no dispositivo de acionamento;

- Disponibilizar caixa coletora de serragem e sistema de coleta de poeira de madeira;

- O trabalhador deve utilizar dispositivo empurrador para serrar peças de tamanho reduzido, de modo a afastar as mãos do ponto de corte;

- Afixar na carpintaria a relação dos trabalhadores autorizados a operar a serra circular;

- O trabalhador deverá utilizar capacete, protetor facial, protetor auditivo, luvas de raspa, respirador descartável, avental e calçado de segurança.

11. Bate Estaca:

- Manter o pilão no solo quando não estiver em operação;

- Usar cinturão de segurança, tipo para-quedista, preso ao trava queda em cabo independente, ao posicionar a estaca no capacete do pilão;

- Isolar a área de operação, durante o posicionamento da estaca no capacete;

- Utilizar protetor auditivo, luvas de raspa, bota de borracha ou de couro, vestimenta e, na operação de soldagem dos anéis, usar máscara de solda, avental, luva e mangote de raspa.

12. Levantamento e transporte de cargas:

- No levantamento manual, agachar próximo à carga mantendo a coluna ereta, os pés afastados e a carga próxima ao tronco para que a força seja realizada pelas pernas;

- Usar dois ou mais trabalhadores para transportar cargas com peso superior a 23kg.

13. Transporte de Cargas com Carrinhos Manuais:

- A rampa portátil permite acesso do carrinho à carroceria do caminhão, evitando o transporte manual de carga;

- Os carrinhos para transporte de materiais devem ter rodas adequadas ao piso e sistema de trava a ser utilizado em piso desnivelado. Devem ser mantidos, preventivamente, com engraxe das roldanas e calibração dos pneus.

14. Transporte Mecanizado de Materiais:

- Permitir a operação somente por profissional qualificado;

- Manter a cabina do elevador em boas condições de conservação e com placa com indicação de carga máxima permitida;

- Instalar torres dimensionadas para as cargas previstas, afastadas de redes elétricas ou isoladas, conforme normas da concessionária local;

- Instalar torre e guincho em uma única base de concreto, rígida e nivelada;

- Manter a distância de 4,00m (quatro metros) entre a viga superior da cabina e o topo da torre, após a última parada;

- Providenciar aterramento elétrico da torre e guincho do elevador;

- Revestir as torres de elevadores com tela de arame galvanizado ou material similar;

- Proteger as partes móveis do sistema de transmissão;

- Providenciar sistema de comunicação via rádio, em frequência diferente das outras operações;

- Fornecer ao operador assento com encosto dorsolombar.

15. Equipamento de Proteção Individual (EPI)

- Utilizar os EPI necessários de acordo com a tarefa a ser realizada;

- Zelar pela sua guarda, limpeza e conservação;

- Solicitar a substituição, quando necessário;

- Atentar que o EPI é de uso exclusivo.

16. Grua:

- A grua deve ser montada, desmontada e mantida somente por profissional qualificado, operações que devem ser supervisionadas por profissional legalmente habilitado. Deve ser operada somente por trabalhador treinado e em boas condições de saúde;

- Deve ter estrutura aterrada, para-raios a 2,00m acima da parte mais elevada da torre e lâmpada piloto para sinalizar o topo;

- Deve dispor de anemômetro com alarme sonoro. Quando a velocidade do vento for superior à 42Km/h, permitir a operação assistida e quando superior a 72Km/h, proibir a operação;

- Proibir sua operação sob intempéries;

- Elaborar e implementar procedimento para resgate do operador, em caso de mal-estar;

- Disponibilizar ao operador: assento com encosto dorsolombar, garrafa térmica com líquidos resfriados para o consumo e pausas para as necessidades fisiológicas;

- Providenciar sistema de comunicação via rádio, em frequência exclusiva, entre operador e sinaleiro amarrador;

- Isolar áreas de carga e descarga no raio de ação da grua;

- Verificar diariamente o funcionamento do sistema de fim de curso.

17. Parasitoses Intestinais, como evitá-las:

- Lavar as mãos frequentemente, principalmente antes e depois de comer, antes e depois de usar o banheiro e após manipular terra;

- Manter as unhas limpas e cortadas;

- Lavar bem frutas e verduras;

- Beber água filtrada e fervida. Não ingerir carne crua ou mal cozida;

- Proteger alimentos contra moscas e outros insetos;

- Ande sempre com os pés calçados.

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terça-feira, 14 de maio de 2013

APR – trabalho em altura

Fonte: Segurança do Trabalho nwn

http://segurancadotrabalhonwn.com/apr-para-trabalho-em-altura-download/

 

APR – trabalho em altura – Download

Por: Nestor Waldhelm Neto | Em: APR Análise Preliminar de Risco, DOWNLOAD

 

A APR é um formulário é muito usado para serviços de risco elevado.

O objetivo da APR é detectar possíveis falhas, e outros itens que poderiam se tornar causadores de acidentes durante a realização dos serviços. A partir da detecção e descrição dos riscos podemos adotar as medidas preventivas ou corretivas necessárias.

A APR – Análise Preliminar de Risco é uma ferramenta muito importante na gestão de Segurança do Trabalho de algumas empresas.

image

Baixar - Análise Preliminar de Risco para Trabalho em altura 

ou diretamente:  https://www.dropbox.com/s/hcbg8qdlsew5y9f/APR%20TRABALHO%20EM%20ALTURA.doc

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ACIDENTE DE TRABALHO: O QUE O PSICÓLOGO EM A VER COM ISSO?

Juliana Zilli Bley - Psicóloga. Mestre do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, linha de pesquisa “Processos organizacionais, trabalho e aprendizagem”.

Olga Mitsue Kubo - Psicóloga. Professora-orientadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina.

Responda rápido: qual a explicação mais comum sobre as causas de um acidente sofrido por um trabalhador? “Falha humana” (claro). Em alguns casos pode ser também: “falta de atenção”. E em outros ainda: “pessoa problemática, não é a primeira vez”. Ora, se grande parte das análises de “causas” e investigações de acidentes de trabalho remetem à aspectos humanos do processo de trabalho como atenção, concentração, personalidade, conhecimento, delineia-se um campo de atuação profícuo para o psicólogo no que refere ao acidente de trabalho e uma área de conhecimento a ser desenvolvida.

Demonstrar a importância da psicologia aplicada ao acidente de trabalho é uma das características da obra “Acidentes de trabalho – fator humano, contribuições da psicologia do trabalho, atividades de prevenção”, do psicólogo José Augusto Dela Coleta, publicada pela Editora Atlas em 1991. Num exercício de articulação entre a sua experiência profissional e significativa produção como pesquisador, Dela Coleta sistematiza descobertas realizadas sobre os fatores que influenciam na ocorrência de fatalidades em outros países e em outros momentos históricos até o período no qual a sua obra foi publicada.

No que refere a natureza do fenômeno acidente de trabalho, um dos conceitos utilizados para defini-lo é postulado por Zocchio em 1971, citado por Dela Coleta (1991, p.16), que afirma que o acidente pode ser definido por “todas as ocorrências não programadas, estranhas ao andamento normal do trabalho, das quais poderão resultar danos físicos e/ou funcionais ou morte ao trabalhador e danos materiais e econômicos à empresa”. (grifo nosso). Por meio dessa conceituação é possível perceber que o acidente de trabalho é um fenômeno multideterminado e caracteriza-se como um evento súbito, inesperado e, até certo ponto, imprevisível. Uma das características do estudo deste fenômeno é o fato de que o pesquisador raramente é o observador e, se o é, acaba por tornar-se também um participante do ponto de vista afetivo, tendo sua percepção influenciada por emoções e imagens decorrentes da experiência. Isso, somado a sua complexidade, define a necessidade de redobrar cuidados metodológicos no seu estudo de modo a garantir níveis máximos de confiabilidade e generalidade das descobertas sobre ele.

O principal meio proposto por Dela Coleta para minimizar as dificuldades metodológicas do estudo do acidente é estimular o volume de pesquisas sobre esse fenômeno, para que a riqueza do conhecimento produzido auxilie na análise dos fatores envolvidos na ocorrência de um acidente de trabalho e nas suas conseqüências. Ele demonstra ter tomado “ao pé-da-letra” essa sua proposta uma vez que seu livro é ilustrado por referências de pesquisas de sua autoria (nos mais diversos segmentos de análise do fenômeno) e por comentários de encerramento dos capítulos nos quais, sem exceção, o autor recomenda o estudo de aspectos explorados, convidando o leitor a empreender descobertas nesse campo.

O teor das pesquisas produzidas e apresentadas pelo autor e a forma como discute os temas relacionados ao acidente e a contribuição da Psicologia para a sua prevenção demonstra a importância do profissional da Psicologia vivenciar o campo da segurança industrial e conhecer, para além dos textos, a sua concretude. Conhecer com profundidade a realidade dos acidentes amplia as perspectivas do pesquisador sobre os aspectos humanos envolvidos e contribui para a melhor articulação do conhecimento produzido com as propostas de intervenção para sua prevenção.

Estudos como os de Schorn (1925), Dunbar (1944), Ombredane e Faverge (1955), Davis e Mahoney (1957), Hersey (1936), Kerr (1957), Dela Coleta (1979) e outros citados pelo autor, apresentam a Psicologia como uma das áreas produtoras de conhecimento sobre a ocorrência de acidentes desde as primeiras descobertas científicas relacionadas ao trabalho. Estudiosos e teóricos como Freud (1948) e Adler (1941) já discutiam as características de “personalidade” envolvidas na produção das fatalidades. A importância da participação da Psicologia, como área de conhecimento, se dá também pelo fato de que as intervenções para a prevenção da ocorrência dos acidentes requerem humanização do trabalho e valorização do trabalhador, campos reconhecidos histórica e cientificamente como de atuação do psicólogo nas organizações de trabalho.

Dela Coleta sistematiza, além do investimento na apresentação e discussão do conhecimento produzido, sugestões de ações para a prevenção, princípios importantes em saúde e segurança e as contribuições da psicologia do trabalho para a prevenção dos acidentes demonstrando, ao articular as linhas de análise apresentadas, a amplitude da aplicabilidade daqueles conhecimentos à serviço da prevenção dos acidentes de trabalho.

A obra de Dela Coleta é um raro esforço da Psicologia brasileira em três sentidos:

1) o de demonstrar sua importância no cenário da produção científica e nas investigações sobre o fenômeno do acidente de trabalho;

2) o de demonstrar para os psicólogos do país a necessidade de produzir conhecimento científico sobre o fenômeno;

3) e o de reafirmar presença do profissional da psicologia neste campo de atuação profissional, ocupado de forma tão tímida. Em última análise, a obra de Dela Coleta proporciona ao leitor argumentos suficientes para que este conclua a leitura entendendo o que o psicólogo e os acidentes de trabalho podem e tem em comum e a vislumbrar o quanto ainda precisa ser feito.

Apesar de ter sido publicada em 1991, é indiscutível a atualidade da obra como referencial de conhecimento científico nacional e internacional sobre acidentes de trabalho. Ao apresentar sua produção e sistematizar conhecimentos, Dela Coleta oferece ao aluno e ao profissional da psicologia que estiver iniciando ou aprofundando sua jornada na área da Psicologia da Segurança no Trabalho, a origem dos estudos científicos, a problemática da investigação do fenômeno e as principais aplicações desses conhecimentos na prática da prevenção dos acidentes de trabalho. É um passeio indispensável para aqueles que desejam conhecer e aventurar-se pela luta diária contra o inesperado que, ao ser examinado com alguma profundidade, se mostra cada vez mais previsível e passível de ser evitado.

 

Artigo gentilmente cedido por: www.comportamento.com.br

domingo, 12 de maio de 2013

Manual da Indústria da Panificação

* Publicado em 2005


No Brasil, a indústria da panificação é constituída por cerca de 52 mil empresas geridas por 100 mil empresários e emprega mais de 550 mil trabalhadores (SINDIPAN/AIPAN - 2004). Em média, as padarias ocupam área de 238 m2, onde trabalham 12 pessoas sendo 10 empregados e dois sócios, das 6h às 22h, todos os dias da semana, e algumas padarias funcionam 24h/dia.

A matéria-prima básica utilizada na panificação é a farinha de trigo e, a partir dela, pode ser medida a capacidade industrial das padarias. No Brasil, as padarias "desmancham" em média 3,9 sacos de 50kg por dia, e nos centros urbanos do país, a média é de 6,2 sacos de 50kg por dia.

O consumo médio anual de pães é de 27kg por pessoa (com diferenças regionais: 35kg por pessoa no leste e no sul e de 10 kg por pessoa no nordeste) valores estes inferiores ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 60kg por pessoa (SINDIPAN/AIPAN - 2004), o que permite prever um crescimento neste ramo de atividade.

As principais etapas da fabricação de pães envolvem preparar, fermentar e assar a massa, que ocorrem em diversas áreas, sendo que os riscos ocupacionais podem estar presentes tanto na exposição à matéria prima, como nas condições das instalações, na utilização dos equipamentos e no processo de produção.

Visando minimizar esses riscos, o SESI-SP, através da Diretoria de Assistência Médica e Odontológica e da Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho, lança o Manual de Segurança e Saúde no Trabalho para a Indústria da Panificação, que apresenta o histórico e tipificação do ramo de atividade, as condições de risco e perfil das empresas estudadas, exemplos de programas e ações de Segurança e Saúde no Trabalho, Normas Regulamentadoras e outros preceitos legais pertinentes ao ramo da panificação e um encarte voltado à orientação dos trabalhadores.


Faça o Download do Manual
Manual da Indústria da Panificação (5.374 Kb - ZIP)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cartilha de Segurança e saúde no trabalho em pequenas pedreiras

imageO presente trabalho, de Bruno Dias Ferreira, totalmente ilustrado em PDF, em quase sua totalidade, mesmo a parte escrita é grafada como imagem. Porém, não deixa de ser interessante, mesmo que não se estenda muito em conceituações e em textos mais extensos.

 

Download:  http://mineralis.cetem.gov.br/handle/cetem/513?show=full

Bomba! - "Montadoras manipulam testes de emissão e consumo de carros"

Meio ambiente

Da BBC - 20/03/2013

imageNotas do Blog:

1 - Apesar de não seguir a linha de publicações do blog, esse assunto interessa a todos e deve ser postado para mostrar ao público, o quanto somos enganados, sendo essa notícia talvez, uma pequna mostra dos engodos a que estamos expostos.

2 - Que nós brasileiros somos à prova de todo tipo de patifaria não constitui mais novidade porque somos que nem cachimbo, só levando fumo! Porém, se lá na Europa a coisa é do jeito que é, onde as montadoras estão à vontade para manipular seus dados, imaginem aqui, então, que é terra sem dono e sem lei.

O povo e o meio ambiente que se dane, porque eles não estão se lixando pra o prejuízo de ninguém! E o que é mais condenável ainda, com a vista grossa ou mesmo anuência dos governos. Pode?

3 – Os trechos em negrito são observações nossa.

 

image

Em termos de consumo de combustível e emissão de poluentes, os carros atuais estão no nível que os números oficiais diziam que eles estavam em 2001, mesmo com todos os avanços tecnológicos da última década.[Imagem: Transport & Environment]

 

Acredite se quiser

Pneus lisos (slick) são cheios muito além da calibração normal para reduzir a resistência ao rolamento.

Os freios são ajustados, ou, às vezes, até mesmo desligados, para reduzir o atrito.

Fendas na lataria são tapadas com fita adesiva para reduzir a resistência do ar.

Algumas vezes, até os espelhos retrovisores são removidos.

Estes são alguns dos truques usados pelas montadoras antes de submeter seus carros aos testes de eficiência no consumo de combustível e emissão de gases poluentes.

"São vários e vários pequenos ajustes," explica Greg Archer, especialista em transporte limpo da ONG Transport & Environment, responsável pela publicação de um relatório que faz as denúncias sobre as práticas questionáveis da indústria automobilística.

Todos os carros vendidos na União Europeia passam por testes oficiais que medem o consumo de combustível e as emissões de gases nocivos, como o dióxido de carbono (CO2) e os óxidos de nitrogênio (NOx).

Esses dados são usados pelos governos - para fundamentar suas políticas de controle ambiental e para determinar o nível de impostos cobrados de cada carro - e pelos consumidores, interessados em comprar carros mais econômicos e menos poluentes.

Na realidade, porém, segundo a entidade, os dados são cada vez mais enganosos, em grande parte porque as montadoras estão melhorando sua capacidade de manipulação dos testes.

"Consequentemente, há um fosso crescente entre o que os motoristas conseguem de fato com seus carros e o que os testes relatam sobre a economia de combustível e as emissões," disse Archer.

 

Diferença entre oficial e real

De acordo com os números oficiais, as emissões médias de CO2 dos automóveis na União Europeia caíram de cerca de 180g/km, em 2001, para menos de 150g/km, em 2011.

Em comparação, no mundo real, as emissões caíram de mais de 190g/km para 180g/km no mesmo período, de acordo com dados de um estudo realizado na Alemanha pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo, citado pelo relatório da Transport & Environment.

Ou seja, os carros atuais estão no nível que os números oficiais diziam que estavam os carros fabricados em 2001, mesmo com todos os avanços tecnológicos da última década.

"A diferença entre os números do mundo real e os números oficiais está crescendo ano a ano," disse Archer, apontando como a diferença entre as duas cifras, de 7% em 2001, aumentou para 23% em 2011.

"As montadoras estão enganando seus clientes, promovendo valores de eficiência de combustível que elas sabem que não serão alcançados," complementa Archer.

 

Truques legais

Segundo o relatório, para chegar aos níveis inatingíveis pelos carros reais rodando nas estradas, os fabricantes de automóveis contam com um arsenal de truques para usar durante os testes que incluem:

  • desconectar o alternador, para que o motor não gaste potência para recarregar a bateria durante o teste;
  • usar lubrificantes especiais que não são usados em veículos de série, a fim de reduzir o atrito;
  • desligar todos os aparelhos elétricos, incluindo ar condicionado e rádio;

Segundo o relatório, contudo, não há qualquer evidência de que as montadoras estejam quebrando regras formais.

"Mas elas não precisam. Os procedimentos dos testes atuais são tão frouxos que há amplas oportunidades para massagear os resultados do teste," diz a publicação.

De fato, sob o sistema New European Driving Cycle, os fabricantes são livres para declarar resultados dos testes de CO2 4% abaixo dos resultados medidos.

"Nós vamos ter de fechar essas brechas", diz Archer.

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Bibliografia:
Mind the Gap! Why official car fuel economy figures don’t match up to reality
T&E Report
Transport & Environment
http://www.transportenvironment.org/publications/mind-gap-why-official-car-fuel-economy-figures-don%E2%80%99t-match-reality

domingo, 5 de maio de 2013

Manual da Indústria Gráfica

* Publicado em 2006
A indústria gráfica brasileira possui um parque diversificado atendendo a todos os setores da economia nacional. É responsável pela geração de mais de 200 mil postos de trabalho diretos em aproximadamente 15.000 empresas, e por 1% do PIB nacional e 3,3% do PIB industrial. No Estado de São Paulo, concentram-se 35% das empresas e 41% dos trabalhadores deste ramo industrial.

O rápido desenvolvimento tecnológico permite o surgimento de novos e vários canais de comunicação que competem mais intensamente com a comunicação impressa que passa a ser utilizada de outras formas, com outros requisitos. A empresa tem que ter a capacidade de se transformar segundo os novos requisitos de mercado, ser inovadora, agregar valor aos seus trabalhos e clientes, ser competitiva e entender que o serviço prestado vai além do serviço tradicional de impressão.

De forma geral, este ramo industrial apresenta condições de trabalho que podem ser aprimoradas a partir do reconhecimento de suas inadequações e da implementação de medidas de controle necessárias, além da utilização de técnicas mais modernas de gestão de segurança e saúde no trabalho.

A Diretoria de Assistência Médica e Odontológica do SESI/SP, por meio da Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho elaborou e apresenta o Manual de Segurança e Saúde no Trabalho para a Indústria Gráfica, o quinto de uma coleção voltada a motivar e orientar gestores e trabalhadores em relação à segurança e saúde no trabalho, aprimorar ambientes laborais e promover a redução dos riscos ocupacionais e de seus efeitos nos trabalhadores.


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Jornal O Segurito – Edição 80

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Manaus, maio 2013 – Edição 80 – Ano 7

Boa Leitura!

 

Para sugestões ou críticas:

Prof. Mário Sobral Jr.

sobraljr27@ibest.com.br

 

Mensagem ao leitorimage

Prezados Prevencionistas,

As engrenagens da NR 12 já estão em movimento e você, enferrujando sem implantar as medidas obrigatórias?

Fiquei tão preocupado que neste mês o Segurito vai ajudá-lo a iniciar a lubrificação

e a gestão desta NR .

Para dar uma ajuda nesta edição convidei o amigo Dayglis Silva que irá me ajudar a

passar várias informações sobre a NR12.

Acione a leitura e só pare com o botão de emergência.

Um abraço e vamos às ações,

Prof. Mário Sobral Jr.

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Qual a parada?

Muitos não sabem, mas os sistemas de parada de emergência também são classificados em categorias.

É o que chamamos de Categoria de parada 0 e Categoria de parada 1.

A Categoria 0 exige a interrupção imediata de energia dos atuadores da máquina.

Já a Categoria 1 exige que a energia seja mantida para aplicar frenagem até que a parada seja atingida e logo em seguida a energia do atuador possa ser removida. Xiii, embaralhou tudo, né? Vamos esclarecer.

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Uma proteção intertravada com bloqueio, muitas vezes acompanha uma categoria do sistema de parada 1. Isso mantém a proteção trancada na posição fechada até que a máquina alcance o estado seguro (ou seja, parado). Imagine uma serra vertical de fita, daquela usada pelos açougueiros para corte de carnes. Numa situação emergencial o botão de emergência será solicitado e após o seu acionamento a fita da serra iniciará o processo de parada por desaceleração, por causa da inércia. Em máquinas como esta a parada imediata pode gerar danos e acidentes graves por consequência da ruptura de suas partes, no caso a fita da serra. Nesse exemplo, a máquina terá parada de emergência Categoria 1.

É importante lembrar que essa decisão de determinar o tipo de Categoria de parada de emergência estará embasada na Avaliação de risco da máquina.

Dayglis Silva – Téc. de Seg. do Trabalho e Consultor em Proteção de Máquinas – dayglis@ibest.com.br

 

Gestão Extintor

É dia de manutenção de várias máquinas e como não foi possível parar a produção durante a semana a atividade acabou sendo transferida para depois do expediente.

Infelizmente o acompanhamento do SESMT não foi autorizado, por causa da hora extra.

Você deve saber que em muitas empresas, mesmo quando a manutenção é realizada fora do horário de expediente a urgência faz parte do serviço, ou seja, as condições não são as ideais.

Mas tudo bem, o serviço tem início e o Tiozinho da manutenção faz todo o procedimento estabelecido, desliga a máquina, desliga a fonte de energia, sinaliza, coloca corrente, aproxima o extintor e tudo mais que o “chato” do técnico deixou escrito na PT emitida antes de sair (foi o máximo que conseguimos fazer).

Hora do jantar e o Tiozinho já volta em outro ritmo. Começa a relaxar nos procedimentos e começa a pensar:

- Talvez não seja necessário sinalizar, estou sozinho mesmo! E ainda completa: acho que se deixar ligada será mais fácil de testar.

E o ambiente começa a ficar cada vez mais propício para um acidente.

Inventei esta historinha, mas é uma situação frequente. E não venha colocar a culpa no Tiozinho, ele detesta ir trabalhar depois do expediente e quanto mais rápido acabar melhor.

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- Ok professor, então a culpa é do gerente que não liberou o SESMT para acompanhar?

- Você acredita mesmo que o SESMT consegue evitar o acidente só com a sua presença? Em geral, irá no máximo deixar o Tiozinho um pouco mais alerta.

- Então de quem é a culpa professor?

- Meu filho, não gosto de indicar culpado, mas como você está insistindo, a culpa é da falta de gestão.

- Cumé quié?

- Isso mesmo, caso a empresa trabalhasse com uma gestão adequada, teria uma manutenção preventiva, que evitaria as manutenções sem programação antecipada (o que irrita deveras o Tiozinho), o número de manutenções diminuiriam, o que também iria diminuir o tempo de exposição aos riscos.

Além disso, como a manutenção seria programada, poderia haver um melhor estudo da forma mais segura de realizar a atividade e caso necessário, a programação antecipada do SESMT acompanhando a manutenção.

Verifique os acidentes das manutenções e você vai ver que um dos principais motivos é a organização inadequada das tarefas, utilizando de um gerenciamento modelo extintor, ou seja, só apagando incêndio.

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Piadinhas

Poucas mulheres jogam futebol porque a maioria não suporta ver outras dez usando a mesma roupa que elas.

***

- A sua perna não tem nada – conclui o médico.

- Então, por que é que dói?

- Deve ser por causa da sua idade.

- Não concordo Doutor, a outra tem a mesma idade e não dói!

***

Vai entender: pobre sempre diz que não tem nada, mas quando tem enchente diz que perdeu tudo.

Facebook. Twiter. Que nada...

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O problema é de quem

Um dos dispositivos de segurança mais “simples” de ser utilizado para proteção de

máquinas é a chave de segurança.

Porém, precisamos estar alerta para alguns detalhes que podem se tornar grandes

problemas.

Quando temos acesso à área de risco de uma máquina por uma proteção móvel é meio óbvio que é necessário a máquina parar quando tivermos que abri-la.

Nesta situação entra em ação a tal da chave de segurança que estará fixada na proteção móvel e no corpo da máquina, interligada a alimentação de energia do equipamento. Ao abrirmos a proteção, o circuito é aberto e a máquina desliga.

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Um detalhe importante são as máquinas que, apesar de desligadas, em função da inércia, o movimento continua. Para este caso é preciso o uso de sistema de monitoramento do tempo da máquina, utilizando, por exemplo, um relé de segurança.

E apesar de ter uma operacionalização simples, em função desta simplicidade, é comum operadores burlarem o sistema.

Nada mais fácil do que quebrar a parte que fica na proteção móvel e deixar conectado no corpo da máquina.

- Ahhh professor! Mas aí é por conta do operador. Não tenho culpa se ele que perder o dedo!

Infelizmente ou felizmente, não é bem assim, nunca é demais se lembrar do artigo 157 da CLT que estabelece que o empregador deve cumprir e fazer cumprir as normas de segurança.

Ou seja, ainda que o operador tenha burlado, em geral, esta situação pode ser de conhecimento do supervisor, do líder, e infelizmente, em algumas empresas, até mesmo do SESMT, ou seja, da empresa.

Com isso, a empresa não pode se eximir da culpa, pois é obrigada a orientar e “punir” com advertências, suspensões ou até demissão caso seja necessário.

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PIADINHAS

Tem gente que diz que joga lixo na rua para garantir o emprego do gari. Mas morrer para dar trabalho ao coveiro ninguém quer.

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Um eletricista vai até a UTI de um hospital, olha para os pacientes ligados e diz-lhes: Respirem fundo: vou trocar o fusível.

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Existem três frases que vão levar sua vida em diante: "Não diga que fui eu", "Já estava assim quando cheguei" e "Oh que boa idéia chefe"

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