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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Como elaborar um relatório de Segurança

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com/como-elaborar-um-relatorio-de-seguranca/

relatório, segurança, relatar, riscos, medidas preventivas, corretivas, trabalho

Os relatórios são conhecidos por sua seriedade. São tratados como verdadeiros documentos. E sua utilidade é imensa.

Hoje veremos como elaborar um relatório de Segurança do Trabalho passo a passo.

Muitas vezes em uma simples conversa não conseguimos fazer com que o empregador nos leve a sério o suficiente para promover melhorias necessárias no ambiente de trabalho. Mas, usando um Relatório de Segurança bem elaborado, as chances de sucesso aumentam, e muito.

Mas, em fim, Como elaborar um relatório de Segurança do Trabalho?

É preciso primeiramente entender quais as principais vantagens do relatório.

- O relatório serve para mostrar o que está errado no ambiente de trabalho.

É necessário sempre fazer um relatório com embasamento legal, ok. Profissional de Segurança do Trabalho que pensa ou acha alguma coisa, está redondamente errado!

As normas são nossas aliadas, por isso, precisamos entender pelo menos os itens que dizem respeito ao nosso ambiente ou segmento de trabalho.

- O relatório serve para mostrar as medidas de correção necessárias.

As medidas de correção devem ser apresentadas com maior riqueza de detalhes possíveis. É lógico que não podemos encher linguiça.  Devemos mostrar todas as opções de correções que são viáveis a empresa no momento.

- O relatório deve ser prático

Um bom relatório deve ser organizado e direto, não pode haver enrolação, afinal o empregador não tem tempo a perder.

Em se tratando de organização, o relatório deve conter no mínimo os campos:

- Cabeçalho

Nesse campo deve haver:

Data;

Nome ou logo da empresa;

Nome e localização do setor avaliado;

- Irregularidades encontradas

Nessa parte deve ser descrito os problemas ou irregularidades que foram encontrados no local analisado.

- Itens de conformidade com as normas

Nessa parte descrevemos o texto da norma que levou a inconformidade do item que foi mostrado acima.

Devemos mostrar o item da norma que a empresa está descumprindo, podemos fazer um control “C” control “V” (copiar e colar, no computador) da norma, se possível.

- Medidas corretivas propostas

Nessa parte devemos colocar as medidas de correção que poderão ser adotadas.

Quanto mais detalhadas forem as opções de medidas corretivas, melhor será.

- Nome do Profissional que elaborou o relatório

Importante para mostrar que está trabalhando. Documento importante para mostrar que está fazendo sua parte.

Principalmente quando a empresa não quiser regularizar a situação e acontece o pior, esse documento poderá ser usado como defesa.

- Nome do representante da empresa. Gerente, proprietário, etc.

É importante colher a assinatura do responsável pela empresa. Isso mostra que a empresa está ciente da não conformidade. Está ciente que existem itens errados e precisam trabalhar para corrigir.

Se o representante da empresa não assinar não se chateie por isso. Nesse caso podemos adotar o hábito de também enviar por e-mail.

Muitas vezes eles não assinarão por saberem que isso pode ser usado como prova de uma gestão descomprometida com a Segurança do Trabalho.

Se sua empresa não cumpre as normas que comprometem diretamente a segurança do trabalhador, é hora de pensar se vale a pena continuar correndo o risco de responder por omissão juntamente com ela. É como diz o Cosmo Palacios. “é melhor perder o emprego do que a dignidade”.

Conclusão

Amigos, essa é apenas uma das mil e uma maneiras de elaborar um relatório. Se conhece um outro jeito ou modelo a seu gosto, pode continuar usando normalmente.

Como esse é um documento interno das empresas as normas não opinam sobre ele. O importante é  desenvolver um modelo que atenda as necessidades da sua empresa. Simples assim :)…

Baseado nessa postagem elaboramos um “Modelo de Relatório de Segurança – download.”

Veja também:

Check list inspeção de segurança

Documentos do SESMT

Que Deus nos abençoe.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Risco Químico – O que fazer, quando fazer e como fazer- parte 2 (final)

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com/risco-quimico/

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ALGUMAS DIFICULDADES NA IMPLANTAÇÃO

DE MEDIDAS PREVENTIVAS

As dificuldades na implantação das medidas preventivas variam muito de empresa para empresa. Abaixo listaremos as principais dificuldades encontradas:

- Falta de conscientização de empregadores e empregados;

- Falta de procedimentos documentados e organizados de forma lógica e em sequencia;

- Falta de rotulagem ou rotulagem deficiente dos produtos químicos;

- Falta de informações adequadas sobre a toxidade, quantidade e qualidade  dos produtos químicos;

- Falta de treinamento apropriado;

- Falta de recursos financeiros necessários para fazer melhorias;

- Falta de conhecimento e comprometimento dos setores ligados a área de prevenção de acidentes na empresa.

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A AIHAAmerican Industrial Hygiene Association (Associação Americana de Higiene Industrial, em tradução livre) é a maior associação de higienistas ocupacionais do Mundo, com 12 000 membros e sede em Fairfax, Virginia, ao lado da Capital dos EUA. (nota do blog).

É IMPORTANTE CONSIDERAR E OBSERVAR

- Se há alternativa para a substituição de produtos agressivos por menos agressivos;

- Se há formas de utilizar os produtos com níveis maiores de segurança;

- Se a forma de estocagem está sendo adequada;

- Se as informações da FISPQ têm sido corretamente observadas na empresa;

- Que conhecer os produtos utilizados, e os males que podem causar é obrigação do SESMT e direito do trabalhador;

- Que todo empregado seja treinado e continuamente orientado sobre formas de trabalhar com segurança;

- Que só deve ter acesso às áreas de risco pessoas indispensáveis ao andamento do trabalho;

- Que as medidas coletivas venham como prioridade e que os EPÌs sejam adequados ao risco do trabalho;

- Que o monitoramento e classificação dos produtos químicos são partes obrigatórias para implantação de formas de uso mais eficientes e seguras.

domingo, 27 de julho de 2014

Risco Químico – O que fazer, quando fazer e como fazer–parte 1

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com/risco-quimico/

Imagem: www.c3criacaovisual.com.br

imageRisco Químico é o perigo a que está exposto à pessoa ao manipular produtos químicos ou se expor de alguma forma a agentes químicos agressores ao organismo. Os compostos químicos podem causar uma infinidade de males ao organismo.

O SESMT e a CIPA podem fazer muito em favor da gestão dos riscos químicos na empresa.

Nesse artigo encontrará informações sobre itens importantes para o bom andamento da  gestão de produtos tendo em vista segurança e saúde no ambiente de trabalho.

Definição de agentes químicos, conforme a NR 9:

Item 9.1.5.2 Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos*, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.

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*Fumos (NR-18) - vapores provenientes da combustão incompleta de metais.

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PERIGO INVISÍVEL

Os agentes químicos na forma de poeira, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores constituem a maior fonte de preocupação para a medicina ocupacional, pois, são riscos invisíveis e muitas vezes difíceis de serem controlados.

Eles se mantêm em suspensão no ar durante longos períodos causando desconforto, comprometendo a produtividade dos trabalhadores, causando doenças dos mais variados tipos (conforme o agente agressor), levando a aposentadoria precoce, invalidez temporária ou permanente e podendo provocar até a morte.

O COMEÇO DE TUDO

Em 1700 - Bernardus Ramazzini publicou sua obra “As doenças dos trabalhadores”. Na obra ele listou dentre outros itens, os males que os produtos químicos provocavam na saúde dos trabalhadores.

O trabalho dele foi à base de estudo que iluminou o trabalho de grandes mentes da medicina ao longo dos séculos. Até hoje seu trabalho é fruto de estudo para pessoas que querem se aprofundar no tema.

RECONHECIMENTO DO RISCO NO AMBIENTE

O reconhecimento dos riscos é parte muito importante na adoção das medidas de segurança necessárias. A partir do reconhecimento poderemos agir na fonte do risco até mesmo evitando que o produto seja disperso no ambiente.

Avaliação quantitativa: Diferente do que acontece com o ruído onde com apenas uma avaliação é possível avaliar todo o risco. Na avaliação dos riscos químicos cada agente deve ser avaliado separadamente na maioria das vezes. Isso demanda maior conhecimento e tempo do profissional avaliador, além de demandar maior investimento por parte da empresa. Alguns tipos de produtos não são avaliados quantitativamente.

Avaliação qualitativa: Aplica-se somente a avaliação da exposição a contaminantes atmosféricos para os quais não foram definidos limites de exposição ocupacional, ou seja, se não houver norma para fornecer um parâmetro, ou fornecer danos que a exposição pode causar não existe motivo para análise quantitativa.  A análise quantitativa é feita somente em substâncias com dados disponíveis sobre a relação dose-efeito ou dose-resposta.

NÍVEIS DE PREVENÇÃO

PREVENÇÃO PRIMÁRIA

- Promoção da saúde: Alimentação adequada, água tratada, iluminação eficiente, ventilação natural ou exaustora, repouso e recreação. Controle de ruído, da qualidade do ar, etc.

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

- Proteção específica: Imunização, implantação de uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual), palestras e treinamentos sobre uso, guarda e conservação de EPI e prevenção de acidentes de trabalho.

PREVENÇÃO TERCIÁRIA

- Limitação da capacidade: Medidas que visam levar o trabalhador ao tratamento, a fim de que ele reestabeleça a capacidade laboral o quanto antes. Evitando assim dias perdidos e prejuízos para todos os envolvidos.

- Reabilitação: Medidas tomadas em caso de lesões que deixam sequelas definitivas. A duração e a intensidade do processo de reabilitação dependerão intimamente da gravidade da lesão.

VIAS DE PENETRAÇÃO NO ORGANISMO:

- Respiratória: Acontece quando respiramos ar contaminado. O ar entra em nosso nariz trazendo com ele as substâncias químicas presentes no ambiente.

- Cutânea: É quando o agente agressivo entra no organismo pela pele. É frequente ocorrer esse tipo de penetração através dos poros.

- Digestiva: Ocorre quando ingerimos alimentos contaminados, ou mesmo por causa de mãos sujas/contaminas. Por isso, é sempre recomendado que o trabalhador nunca se alimente em ambientes com manuseio ou presença de produtos químicos.

…continua.

terça-feira, 22 de julho de 2014

10 Precauções quando Trabalhar em Equipamentos BT Energizados

Fonte: http://dipoloeletrico.blogspot.com.br/

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Curso NR10 Online

Para a maioria dos trabalhos, os equipamentos elétricos devem ser desenergizados, porque sempre há um alto risco de lesão aos trabalhadores se eles trabalham em equipamentos energizado. Pode ser possível programar esse tipo de trabalho fora do horário normal de trabalho para limitar a exposição ao risco.

"As vezes não é possível desligar completamente o equipamento de baixa tensão antes de trabalhar nele."

Trabalhe com o sistema desenergizado e aterrado sempre que possível

Por exemplo, pode ser necessário ter um equipamento em funcionamento, a fim de testá-lo ou ajustá-lo. Nesses casos, o trabalho deve ser realizado por trabalhadores que são qualificados e autorizados para fazer o trabalho. Eles devem seguir os procedimentos de segurança para trabalhos em equipamentos energizados.

Você deve observar as seguintes precauções quando for trabalhar em equipamentos energizados, mas note que estes não são um substituto para o treinamento adequado e os procedimentos de segurança.

1. Pense à frente

Avaliar todos os riscos associados com a tarefa. Planejar todo o trabalho com antecedência para que você possa tomar todas as precauções, incluindo a organização para obter ajuda em caso de choque paralisante. Considere realizar uma reunião de segurança pré-trabalho para discutir o trabalho com todos os profissionais antes de iniciar o trabalho. Faça uso da APR (Análise Preliminar de Risco).

2. Conheça o Sistema

Os diagramas As-Built (Conforme Construído), (como uma formalidade) devem estar disponíveis para aqueles que trabalham no sistema. Isso significa que você deve saber sobre todos os equipamentos instalados de acordo com a documentação (especificações técnicas, diagramas unifilares, diagramas de fiação, esquemas de blocos, etc.)

Tenha cuidado, nem sempre essa documentação está atualizada. Sempre desconfie.

3. Limite a Exposição

Tenha as partes energizadas expostas pelo menor tempo possível. Isso não quer dizer que você deve trabalhar rapidamente. Seja organizado de forma que o trabalho pode ser feito de forma eficiente.

4. Cubra as Partes Energizadas se Possível

Use barreiras isolantes e lençóis para cobrir partes energizadas que não forem alvo do trabalho.

5. Atenção às Partes Metálicas Aterradas

As peças de metal que estão aterradas devem ser cobertas com material isolante sempre que possível, para evitar contato acidental com partes energizadas.

6. Limitar a Energia Incidente de Arco Elétrico para Reduzir o Risco

Devem ser tomadas todas as medidas práticas para garantir que a corrente de falha no ponto de trabalho é mantida a mais baixo possível enquanto o trabalho está em andamento. Por exemplo, quando se mede a tensão, faça-o no lado da carga dos dispositivos de circuitos de proteção com a menor corrente nominal.

Dispositivos limitadores de corrente podem ser utilizados para reduzir o risco de um arco voltaico. Ajuste os magnéticos (instantâneos) dos disjuntores gerais de baixa tensão para seus valores mínimos. Conheça a corrente de arco elétrico no ponto de trabalho.

7. Remova os Materiais Metálicos de Perto

Estes materiais podem causar um curto-circuito. Porcas e parafusos soltos podem cair entre os barramentos e partes energizadas.

8. Somente uma Mão, Rosto e Corpo Virados de Lado

Use uma mão com seu rosto e corpo virados para o lado quando for operar um equipamento. Limite possíveis lesões por não colocar as partes do corpo diretamente na frente do equipamento energizado quando há perigo de um arco elétrico.

Dê preferência ao uso da mão direita, pois em caso de choque, uma parcela menor de corrente irá circular no coração.

9. Quando você está em posições diferentes ...

Evite o contato elétrico quando se trabalha em posições incômodas. Se você precisa trabalhar em uma posição desconfortável ou desequilibrado e chegar com suas ferramentas, use material de encobrimento isolante sobre as ferramentas para evitar o contato com condutores energizados.

10. Use os EPIs Corretos

Use os EPIs contra choque elétrico e arco. Não sabe o nível de risco de arco elétrico do painel? Não faça o serviço. Use o EPI de acordo com o nível de tensão e energia incidente. Use somente EPIs com C.A. e com os testes de isolamento em dia!

Para se determinar o risco dos quadros elétricos da instalação com relação ao Arco Elétrico, é necessário calcular o nível de energia incidente. Quer aprender a calcular o Risco? Quer saber como dimensionar corretamente os EPIs? Quer aprender a reduzir os níveis de emissão de arco?

 

sábado, 21 de junho de 2014

Regras e Práticas de Segurança em Laboratórios - Part. 1

Jun 12

Fonte: http://www.arcoprojetoegestao.org/2014/06/regras-e-praticas-de-seguranca-em.html

Bom dia pessoal, hoje começamos um novo ciclo no blog, continuamos com nossas postagens sobre Acreditação nas segundas, mas nas quintas começamos o ciclo de textos sobre segurança em laboratórios.

Usarei por base o livro dos autores Flávio César Ferraz e Antonio Carlos Feitoza, Técnicas de Segurança em Laboratórios, além das dicas dos colegas que trabalham em laboratórios e de minhas recentes experiências neste mercado.

Vamos as dicas iniciais, que recomendam a existência de um manual, específico para o laboratório, contendo um programa de segurança constantemente revisado e participante do programa organizacional de segurança.

Além da prevenção a danos a saúde dos usuários deste ambiente, também evitamos com regras de segurança, o desperdício de material e de tempo. Dependendo do nível do relatório e da natureza das reações, os reagentes, soluções, podem ter um custo muito alto em quantidades muito pequenas.

Vejamos agora várias dicas a serem implantadas:

  • não consumir alimentos em laboratórios. O risco de contaminação do ambiente e pelo ambiente é enorme. Desviando resultados de análises e ingerindo reagentes, micro-organismos e sólidos.
  • da mesma forma que não se deve consumir nada no laboratório também não se deve usar utensílios de laboratório para fazer as refeições.
  • a exceção de setores de degustação, em laboratórios, não se deve testar amostras pelo gosto ou odor.
  • evitar contatos direto com reagentes e soluções. Também cuidar para não espalhar a área de contato protegida com outras desprotegidas, por exemplo: mão com luva entrando em contato com cabelos, parte desprotegida da pele, olhos... Para ajeitar o penteado ou aliviar uma coceira. Há outros casos em que é comum andarmos com uma caneta no bolso para anotações... e de repente, esta caneta exposta ao ambiente do laboratório está em nossa boca... Atenção sempre!
  • aventais de algodão ou outro material, dependendo do nível de exposição, que não permita fácil permeabilidade ou inflamabilidade. 
  • calçados de segurança. Infelizmente acidentes acontecem, e é bom estar prevenido. Perfuro cortantes caindo, respingos, material no chão perfurando a sola ou ainda, em forma de côncavos (geralmente pedaços cilíndricos de vidro quebrado) que funcionam com uma calda de escorpião, quando pisados em uma ponta, a outra livre dá a exata volta e fere a parte superior de um calçado não apropriado, atingindo diretamente o dito "peito do pé".
  • laboratórios são áreas restritas, se for imprescindível a entrada de pessoas estranhas ao recinto, estas devem ser integradas (procedimentos de integração prévio) e acompanhadas por um responsável do local.
  • crianças não são permitidas em laboratórios, exceto para fins didáticos, em laboratórios preparados para este fim, como os de escola, com reagentes e instrumentos controlados, crianças educadas e severo acompanhamento de monitores.
  • objetos pessoais devem ficar fora do laboratório, em vestiários ou armários.
  • brincadeiras são absolutamente proibidas dentro de um laboratório, com riscos para os resultados e segurança.
  • água para beber ou bebedores devem ficar fora do ambiente de laboratório. Dependendo do ambiente, mesmo os que possuem acionamento com os pés não devem ficar no laboratório, pois pode haver acumulo nos bicos que vertem água.
  • as escrivaninhas devem ser organizadas e não conter nada além do necessário. Evitar contaminação e disseminação de contaminantes. Controle de material.

  • observar sempre a compatibilidade de materiais, por exemplo, materiais inflamáveis devem ser manipulados longe de fontes de calor, inclusive reações exotérmicas.
  • aerosóis manipulados em capelas.
  • usar lenços de papel e não de tecidos.
  • pipetas, sempre, com pipetadores.
  • lentes de contato devem ser evitadas. Pois podem se tornar reativas com o ambiente ou ainda concentrar a presença de alguma substância com a contínua exposição.
  • sinais de advertência apropriados devem ser instalados. Alarmes e meios de contenção também devem ser instalados. Um PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - completo e rigoroso deve ser confeccionado e implantado.
  • todos os reagentes em estoque devem ser rotulados. Aqui cabe um texto a parte sobre as informações mais significativas de um rótulo. Veremos em textos futuro.
  • lixeiras com tampas metálicas para papel e vidraria, preferencialmente descontaminadas para que as reações não continuem no lixo, devem ser implantadas. Solventes e outros produtos perigosos, identificados no PPRA, devem seguir um plano de descarte de resíduos perigosos, contido em um PGR - Programa de Gestão de Resíduos. Em casos de laboratórios de serviços de saúde temos o específico PGRSS - Programa de Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde.
  • não se deve derramar solventes em pias. Isso pode impactar a estrutura (encanamentos) ou ainda a ETE - Estação de Tratamento de Efluentes, e consecutivamente o ambiente. Estes devem ser segregados em bombonas e seguir para correta destinação, segundo o PGR.

A lista segue com mais dicas, mas o texto ficaria muito longo, continuarei semana que vem para não ficar um texto cansativo. Espero que tenham gostado deste texto inicial e conto com a colaboração de vocês para irmos melhorando os textos, com debates e comentários sobre pontos de vista e experiências diferentes das já vistas até aqui.

Obrigado pela leitura e bom trabalho a todos.

Postado há 1 week ago por Francisco da Silva

sexta-feira, 28 de março de 2014

Manutenção de Motores de Popa

Fonte: http://www.clubedoarrais.com/?p=2663

Manutenção de motores de embarcações: segurança no trabalho

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Como em qualquer atividade humana, os serviços de manutenção em oficinas náuticas também requerem redobrada atenção quanto à segurança das instalações, dos equipamentos e, principalmente, das pessoas. Muitos sinistros que ocorrem durante a execução de tarefas simples poderiam ser evitados com a simples observação das precauções mínimas de segurança, o que inclui limpeza do local de trabalho, uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), organização das ferramentas, uso de ferramentas adequadas, correto armazenamento de inflamáveis e avisos indicadores dos riscos potenciais. Publicamos aqui alguns procedimentos recomendados pela Yamaha, mas valem como regra geral para quem executa serviços de manutenção em motores.

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PREVENÇÃO CONTRA FOGO.

A gasolina (petróleo) é altamente inflamável. O vapor de petróleo é explosivo. Não fume ao lidar com gasolina e mantenha-a longe de fontes de calor, faíscas e chamas.

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VENTILAÇÃO

O vapor de petróleo é mais pesado que o ar e é mortal se for inalado em grandes quantidades. Os gases de escape do motor são prejudiciais à saúde. Ao fazer testes de funcionamento em motores dentro da oficina, mantenha sempre uma boa ventilação.

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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Proteja os seus olhos com os óculos de segurança, ao fazer afiações ou ao fazer qualquer operação que possa causar desprendimento de partículas. Proteja as suas mãos e os pés usando luvas e sapatos de segurança, se forem apropriados ao trabalho que você está realizando.

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ÓLEOS, GRAXAS E FLUIDO DE VEDAÇÃO

Use apenas óleos, graxas e fluidos de vedação originais ou aqueles que forem recomendados pelo fabricante.

IMPORTANTE:

1. Ao trabalhar, mantenha os padrões de higiene pessoal e industrial.

2. A roupa contaminada por lubrificantes deve ser trocada assim que possível, e deve ser lavada para uso posterior.

3. Evite contato da pele com os lubrificantes; não coloque, por exemplo, um pano sujo no bolso.

4. As mãos ou qualquer outra parte do corpo que entrar em contato com o lubrificante, ou até mesmo a roupa que entrou em contato com o lubrificante, deve ser bem lavada com sabão e água quente o mais rápido possível.

5. Para proteger a pele, recomenda-se a aplicação de cremes apropriados nas mãos antes de iniciar o trabalho.

6. Um estoque de panos que não soltem fiapos deve estar disponível para propósitos de limpeza.

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NORMAS PRÁTICAS PARA UM BOM TRABALHO

1. A ferramenta certa - Use as ferramentas especiais recomendadas para proteger as peças de danos. Use a ferramenta certa, da maneira certa – não improvise.

2. Torque de aperto - Siga as instruções para o torque de aperto. Ao apertar parafusos e porcas aperte primeiro os lados maiores, e aperte os fixadores das posições mais internas antes de apertar os mais externos.

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3. Itens descartáveis - Use sempre novas juntas, reparos, Orings, pinos fusíveis, anéis, trava, etc., durante uma montagem.

 

 

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PEÇAS

1. Limpe as peças com ar comprimido ao fazer a desmontagem.

2. Lubrifique as superfícies de contato das peças móveis antes da montagem.

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3. Após a montagem, verifique se as peças móveis funcionam normalmente.

4. Instale rolamentos com as marcas do fabricante voltadas para o lado visível, e lubrifique bem os rolamentos.

5. Ao instalar retentores, aplique uma fina camada de graxa à prova d’água ao diâmetro externo.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Técnica antiderrapante

Caros amigos internautas

clip_image002Imagem: www.proelis.com.br

Hoje tenho o prazer de apresentar para todos uma descoberta minha que, apesar de sua simplicidade, pode ajudar muito àqueles que a utilizarem porque é de baixo custo e pode ser feita por qualquer pessoa.

Quem, na atualidade, não tem piso derrapante em sua residência? Principalmente as pessoas que moram de aluguel, como no meu caso, que se veem diante do risco iminente de cair e até se machucarem seriamente, pois é inviável fazer  modificações na planta original do prédio em que moramos.

Desses pisos o mais perigoso é o do banheiro.

Um método que poderia ser menos dispendioso e incomodo seria a escarificação do mesmo, aumentando o atrito, mas não conheço nenhum dispositivo ou alguém que seja capaz de fazê-lo. Entretanto, se por um lado resolveria o problema de atrito, por outro lado, essa técnica se disponível, retiraria a beleza do piso cerâmico devido a abrasão, além de requerer autorização prévia do senhorio para ser efetivada.

Trocar o piso seria hoje a melhor solução, mas, incomoda bastante, é demorado e às vezes, caro, exige mão de obra especializada dentre outros empecilhos.

Descobri uma maneira barata e fácil de solucionar o caso, e estou disponibilizando o tutorial que se segue:

Equipamentos:

  • Material de limpeza;
  • Uma ou mais (quanto se precisa) bisnaga de cola maluca;
  • Máscara para o nariz; e
  • Óculos de proteção.

Aplicação:

1 – Limpe bem a superfície a ser trabalhada, ou seja, o piso. Deixe-o secar.

2 – Coloque a máscara de proteção para o nariz. (Alguns tipos de cola desprendem um cheiro forte das substâncias químicas que entram na composição do produto que podem ser - e geralmente são - tóxicos, portanto, prejudiciais à saúde.)

3 – Coloque também os óculos de segurança pois, os gases exalados pela substância irritam os olhos, deixando-os lacrimosos e com ardor.

4 – Utilize o frasco de cola aplicando-a em gotas por toda a superfície do piso a ser trabalhado, sem exagero e com o cuidado de não deixar pingar no corpo, na roupa ou no calçado. A marca da cola fica por sua conta.

5 – Deixe secar e pronto.

Observações:

Aparência - Observe que por causa da transparência da cola o piso não perde praticamente nada de sua beleza e somente olhando de perto é que se percebe.

Atrito - Quanto à aderência, testei com o pé descalço e com chinelos (japonesa) e achei que se não é perfeito como o piso ante-derrapante, mas, oferece uma adesão de pelo menos, uns 60% em relação a este. O atrito é bem maior quando se usa sandálias (japonesas).

Desgaste - É evidente que o uso diário faz com que haja desgaste da cola que, naturalmente perde sua função aderente. Neste caso, é só refazer o processo.

Confiabilidade – Confiável, desde que o serviço seja adequado, bem feito.

Espaçamento e tipo de desenho – Isso fica a seu critério, pois, depende do gosto de cada um. Mas, sugiro, no caso de pontos (gotas), um espaçamento mínimo de 5cm, como mostra a ilustração abaixo.

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Nota: é também possível aumentar a aderência com o uso de areia fina, porém, deixa à mostra a sua aplicação alterando, desse modo, a beleza do padrão das peças.

Antromsil.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Trabalhar com segurança com andaimes

Como trabalhar de forma segura com andaimes?

Fonte: http://www.ddsonline.com.br

Os andaimes são muito importantes para a indústria da construção. São estruturas provisórias bastante utilizadas na construção civil para a realização de trabalhos em altura, que não podem ser executados em condições de segurança a partir do piso. São muito usados em serviços de demolição, construção, reforma, pintura, limpeza e manutenção.

Quais são os tipos existentes de andaimes?

- Fachadeiro;

- Fixo;

- Móvel;

- Andaimes em balanço;

- Andaime suspenso mecânico;

- Motorizado.

São considerados os mais perigosos, os andaimes que ficam suspensos nas fachadas dos prédios. Portanto, para se trabalhar com andaimes, deve haver bastante segurança, tanto para o trabalhador quanto para o equipamento.

Como NÃO trabalhar de forma segura com andaimes

Como NÃO trabalhar de forma segura com andaimes (a velha gambiarra)

Um dos aspectos mais importantes é a sua fixação. Antes de iniciar qualquer a atividade, o andaime precisa estar bem fixado. Os sistemas de fixação, sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes (principalmente no casos dos suspensos) devem ser precedidos de projetos elaborados e acompanhados por profissional legalmente habilitado. No caso de não cumprimento desse procedimento, o risco poderá ser grande para os trabalhadores.

Ainda é comum encontrar em canteiros de obra trabalhadores suspensos em andaimes sem a utilização dos equipamentos de proteção, como cinto se segurança, linha de vida, trava queda, etc. Cabe ao empregador fornecer os equipamentos necessários para que a atividade possa ser efetuada da forma mais segura possível e ao trabalhador reconhecer que sua atividade o expõe a um grande risco, sendo necessário que faça a correta utilização e manutenção de todos os equipamentos ofertados.

Os andaimes suspensos devem ser sustentados por meio de vigas, afastadores ou outras estruturas metálicas de resistência equivalente a no mínimo três vezes o maior esforço solicitante. É proibida a fixação de sistemas de sustentação dos andaimes por meio de sacos de areia, pedras ou outras improvisações.

O fabricante tem o dever de ir ao local da obra, dar um curso de utilização da máquina, fornecer o manual de instruções e fazer a instalação da máquina de acordo com as normas e procedimentos técnicos existentes.

Já no caso do trabalhador responsável pela utilização do andaime, este deve verificar (visualmente) se as condições do andaime estão propícias para utilização (estrados, uniões de estrado com catraca, instalação elétrica, etc.).

Quando o equipamento é de propriedade da empresa que está realizando a obra, a mesma deve realizar estes procedimentos (os mesmos da empresa locatária).

É fato que a principal causa de acidentes fatais na indústria da construção é a queda de altura. A falta de manutenção dos andaimes, ou a utilização de cabos de aço velhos, oxidados, com emendas podem também provocar graves acidentes. O piso de trabalho dos andaimes deve ter forração completa e a madeira deve ser de boa qualidade. Os andaimes devem ser providos de sistema guarda-corpo e rodapé, inclusive nas cabeceiras.

Diante de um trabalho perigoso como este, a adoção de medidas preventivas é a forma mais segura de evitar que acidentes aconteçam. Não deixe de usar o EPI, ou seja, o cinto de segurança fixado a um trava queda preso a linha de vida (presa num ponto diferente de onde o andaime está sendo fixado).

Desta forma, com os trabalhadores seguros, o equipamento em condições adequadas para uso e as medidas preventivas sendo seguidas, a atividade torna-se possível de ser realizada! E nunca esqueça: não utilize andaimes improvisados!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Torneiro Mecânico, você conhece bem seu trabalho?

DDS - Torneiro Mecânico, você conhece bem seu trabalho?

Fonte: http://www.ddsonline.com.br

Imagem: www.primecursos.com.br

Usinagem é o nome dado a um processo mecânico onde a peça é a matéria prima de um processo de remoção de material. Ou seja, é submeter um material bruto a ação de uma máquina ou ferramenta para ser trabalhado.

Dentre os vários processos de usinagem existentes, vamos tratar do torneamento. É conhecida por torno mecânico a mais importante das máquinas-ferramenta. É também um dos processos de fabricação mais antigos, utilizados para criar vasilhas de cerâmicas. Somente no começo do século passado passou a ser usado para o trabalho dos metais. O funcionamento do torno se dá na rotação da peça sobre seu próprio eixo para produzir superfícies cilíndricas ou cômicas. A partir daí, se permite a obtenção de grande parte dos perfis cilíndricos e cônicos necessários aos produtos da indústria mecânica.

De acordo com a NBR 6175:1971 “O torneamento é o processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies de revolução com o auxílio de uma ou mais ferramentas monocortantes. Para tanto, a peça gira em torno do eixo principal de rotação da máquina e a ferramenta se desloca simultaneamente segundo uma trajetória coplanar com o referido eixo”.

Existem vários tipos de torno mecânico, de acordo com a peça a ser usinada como, por exemplo:

- Torno Mecânico Universal /Simples/Horizontal: Compreendem os mais comuns e mais usados. Não são utilizados para produção em série pela dificuldade na troca da ferramenta. Pode executar operações que normalmente outras máquinas executariam, como furadeira, fresadora e a retificadora (com adaptações simples). Tem a capacidade de realizar todas as operações: faceamento, torneamento externo e interno, broqueamento, furação e corte.

- Torno Revólver: Pode empregar várias ferramentas, bem dispostas e preparadas, para realizar as operações ordenadamente e sucessivamente. É comumente utilizado na fabricação de peças em série.

- Torno de Placa: Usado em trabalhos de mecânica e caldeiraria pesada, como peças de grande diâmetro tipo polias, volantes, flanges, etc.

- Torno Vertical: Usado para tornear peças de grande dimensão, que por causa do peso, são mais facilmente montadas sobre uma plataforma horizontal, do que sobre uma plataforma vertical.

- Torno Copiador: Os movimentos que irão definir o formato da peça são comandados por mecanismos que imitam o contorno de um modelo.

E quais são os procedimentos que um torneiro deve seguir para garantir sua segurança?

- Exame do torno: Verifique as condições de uso e faça ajustes, se necessários.

- Limpar com ar comprimido, diariamente.

- Verificar os níveis de óleo.

- Manter a área de trabalho sempre limpa.

- Verificar se os conjuntos estão fixados.

- Nivelar: Prática realizada com nível de bolha. Inicie a verificação pelo lado do cabeçote fixo, já que o seu peso e o das peças a tornear tender a arriar o torno para esse lado.

Não seguir os procedimentos corretos, manusear a máquina sem o treinamento adequado, realizar tarefas que não correspondam a sua função, são exemplos de como não se proteger e, consequentemente, não se manter seguro.

Haja com consciência e diante de alguma dúvida, não hesite em procurar ajuda!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Segurança em local com grande quantidade de pessoas

DDS - Dicas de segurança para entrar em local com grande quantidade de pessoas

Fonte: http://www.ddsonline.com.br

Imagem: mariopersona.com.br

Todos os dias, milhões de pessoas vão para o trabalho, escritórios, escolas, centros de convenções, shoppings, lojas, bancos, restaurantes, hospitais, cinemas, teatros, hotéis, igrejas, clubes, shows, festas, boates, bares, parques, circos, estádios, ginásios, etc. Locais de grande aglomeração onde as pessoas podem ser seriamente feridas ou mortas por emergências, incêndios, explosões, brigas, vazamentos de produto inflamável ou químico, enchentes, assaltos, atos de terrorismo ou algum outro desastre.

• Antes de entrar no local

Dê uma boa olhada nas condições do local.

O local parece estar em uma condição que faz você se sentir seguro?

A entrada principal abre para fora e tem largura adequada para permitir a saída fácil das pessoas?

A área externa do local está livre de fila de pessoas, materiais e de obstáculos que dificultam ou bloqueiam a saída principal ou as saídas de emergência?

Em caso de condições inseguras procure o responsável ou denuncie para a Prefeitura, Corpo de Bombeiros ou Ministério do Trabalho e Emprego.

Tenha um plano de comunicação de emergência

Coloque o número do telefone do corpo de bombeiros 193 de forma fácil de ser utilizado em caso de emergência e de uma pessoa para entrar em contato que não esteja com você.

Planeje um local de encontro

Escolha um local de encontro do lado de fora do local para você encontrar seus acompanhantes de imediato.

Ao entrar no local

Localize as saídas principais e de emergência imediatamente.

Esteja preparado para usar a saída mais próxima, pois pode não ser capaz de usar a saída principal.

Localize e planeje uma rota de fuga sinalizada e com iluminação de emergência.

Verifique as saídas

Certifique-se se os corredores, escadas e rotas de fuga são largas o suficiente e não estão obstruídas por cadeiras, móveis ou decoração.

Verifique se a porta de saída não está bloqueada ou acorrentada.

Se não houver pelo menos duas saídas ou as saídas de emergência estão bloqueadas, denunciar a violação ao responsável e sair do local se a situação de risco não for tratada imediatamente.

Ligue para o corpo de bombeiros local para registrar uma reclamação.

Sinta-se seguro

O edifício ou local parece estar lotado?

Há fontes de ignição que podem causar incêndio, tais como velas acesas para aquecer alimentos ou decorar o ambiente, cigarros ou charutos acesos, pirotecnia ou outras fontes de calor que podem fazer você se sentir inseguro?

Existe material combustível ou inflamável próximo das rotas de fuga ou saídas de emergência (cortinas, panos, tapetes, espumas, plásticos, decoração, enfeites de papel, etc.)?

Existem sistemas de segurança no local, tais como saídas alternativas, extintores de incêndio, hidrantes e mangueiras de incêndio, sprinklers e detectores de fumaça, botoeiras de alarme de emergência?

Os pisos dos ambientes e das escadas não apresentam desníveis, depressões e são anti-derrapantes caso estejam molhados?

Pergunte ao responsável pelo edifício ou local esclarecimento sobre as suas preocupações.

Se você não se sentir seguro no edifício ou local, saia imediatamente.

Durante uma situação de emergência

Reaja imediatamente.

Se soar um alarme, você veja fumaça ou fogo, briga ou qualquer distúrbio incomum imediatamente saia do local de forma ordenada e segura.

Utilize o celular como lanterna caso necessário e possível.

Cuidado ao abrir janelas ou portas, pois a fumaça poderá sair pelas mesmas e lhe causar queimaduras e asfixia. Abra os basculantes superiores das janelas caso existirem.

Saia e fique fora do local

Fique fora do local em emergência em lugar seguro e afastado.

Nunca volte para o local em emergência, pois irá colocar sua vida e de outras em risco.

Deixe os bombeiros realizarem as operações de resgate e combate a emergência.

Fonte (em inglês):

http://www.nfpa.org/assets/files//PDF/Public%20Education/PublicSafetyOccupanciesSafetyTips.pdf

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

DDS - Protetor auricular e riscos biológicos: cuide de sua saúde

Imagem: www.soldamaq.com.br

clip_image002DDS – Diálogo diário de segurança

Fonte: http://www.ddsonline.com.br

Muitos são os sons que nos rodeiam, alguns até são agradáveis como uma boa música, o cantarolar de um pássaro, a voz da pessoa amada, mas nem sempre é assim.

Também somos cercados por sons desagradáveis, que chamamos de ruído. O ruído é indesejável, incômodo e até existe um limite de tolerância de exposição a ele. Conforme o anexo Nº 1 Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente da NR 15, Atividades e Operações Insalubres.

Como não podemos viver sem tais atividades que provocam o ruído, temos à disposição alguns dispositivos que são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), conforme dispõe a NR 6, com o intuito de proteger, preservar e promover a saúde do trabalhador.

Para o caso do ruído, o dispositivo adequado é o Protetor Auricular, no mercado existem diversos modelos, formatos, tamanhos e fabricantes.

Os tipos são:

- Espuma

- Silicone

- Concha

- Tampão

Espuma – Protetor auditivo do tipo inserção moldável, confeccionado em espuma, em formato de cone, com a base plana e o topo arredondado, de forma a proporcionar maior conforto ao usuário. O protetor é disponível em tamanho único, sendo que a característica de ser moldável faz com que seja adaptável à maioria dos condutos auditivos. É totalmente descartável e é indicado para visitantes ou uma inspeção rápida.

Silicone (Plug) – Mais duradouro, fabricado em 100% silicone, é lavável, durável e higiênico, várias cores, formatos, inclusive existe o protetor com plugs de cores diferentes para diferenciar o uso no ouvido direito e esquerdo.

Concha – Constituído de duas conchas de material plástico, com bordas almofadadas em espuma revestidas com capa de PVC, que dão ótimo conforto ao usuário e arco tensor de alta resistência.

Tampão – A invenção fornece uma haste para um tampão auricular e um tampão auricular incorporando a haste, onde a haste inclui uma parte de acoplamento configurada para receber e reter um elemento atenuador de som.

Toda essa proteção é necessária para evitar uma possível doença ocupacional, denominada PAIR Perda Auditiva Induzida pelo Ruído que causa a perda ou redução permanente (irreversível) da audição.

Mas, o cuidado não se restringe apenas em usar e sim, como usar. É imprescindível o uso e higienização correta, pois, o mau uso também pode acarretar problemas com a saúde. O bom uso (uso correto) garante a integridade do produto e o que ele oferece, ou seja, a atenuação conforme orientação do fabricante. A higienização garante a saúde física do colaborador. Este deve adquirir o conhecimento através do treinamento que receber quando retirar o devido EPI. A falta de higienização pode acarretar graves infecções por bactérias. Os tipos mais comuns são Streptococcus pneumoniae (também chamado pneumococo), Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis.

Confira essas dicas:

- Nunca use protetor auricular de outra pessoa

- Não deixe exposto no pescoço quando não estiver em uso

- Ao final do expediente lave-o conforme orientação recebida no treinamento

- Armazene de forma correta

- Não leve para casa

- Protetor auricular não é um adorno, portanto nunca o use como enfeite no pescoço ou presilha da calça

- Evite o contato com produtos químicos

- Evite manuseá-lo com as mãos sujas

- Troque-o sempre que necessário

Lembrete: Protetor auricular tipo espuma é descartável, use-o e descarte-o.

Como vimos, o uso e higienização são muito importantes, mas o descarte correto também merece atenção, pois é um resíduo que contém riscos biológicos.

Com essas dicas você terá a garantia da preservação de sua audição e evitará infecções indesejadas.

Bom uso e preserve a sua saúde.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Erros que o Téc. de Seg. do Trabalho não pode cometer

15 erros que o Técnico de Segurança do Trabalho não pode cometer

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com 

imagePor: Nestor Waldhelm Neto

A profissão de Técnico de Segurança do Trabalho esconde algumas particularidades interessantes e importantes. Algumas pedras se escondem no caminho, pedras essas que podem nos fazer tropeçar! Estar atento não é opção, é obrigação!

Veja ao longo do textos os erros mais comuns cometidos no nosso trabalho e aprenda a fugir deles o mais rápido possível. Antes de mais nada é preciso dizer que o texto proporciona uma análise profunda a respeito da nossa postura dentro dos ambientes de trabalho.

Erros que o Técnico de Segurança do Trabalho não pode cometer

clip_image0011 – Pensar que sabe tudo

Em se tratando de segurança do trabalho que tem muita coisa e muita norma interpretativa uma opinião pode mudar todo nosso ponto de vista.

A área da segurança do trabalho é tão complexa que não nos permite saber a maioria das coisas relacionadas a ela.

Vamos pensar em um Técnico de Farmácia para ilustrar nossa opinião. Se um Técnico de Farmácia sai de um emprego hoje e entra em outro amanhã provavelmente não terá dificuldades com o novo trabalho. Os remédios serão praticamente os mesmos, os procedimentos de trabalho serão os mesmos, o ambiente de trabalho (que é a farmácia) será praticamente igual ao do emprego anterior. Concluindo, tudo no novo trabalho será quase o mesmo do trabalho anterior e a dificuldade com o novo será mínima.

Agora vamos pensar em um Técnico de Segurança do Trabalho que trabalha em um hospital. Se o técnico que trabalha em hospital sai do emprego hoje e entra trabalhando na mesma função em uma mineradora, terá que praticamente reaprender a profissão. O ambiente hospitalar nada tem a ver com o ambiente de uma mineradora, tudo que ele tenha aprendido em anos de trabalho não valerá muito no novo emprego. Assim acontece com vários segmentos de segurança do trabalho, do que se aprende em um segmento pouco se aproveita em outro.

O grande segredo do sucesso profissional na carreira de Técnico de Segurança do Trabalho é estar sempre estudando. Ás normas são alteradas constantemente, e o ambiente de trabalho por uma simples mudança de layout pode passar a apresentar riscos diferentes.

Precisamos estar de olho no site do Ministério do Trabalho e nos grupos e sites que tratam de segurança do trabalho para saber tudo que está ocorrendo em nossa volta. Um acidente que ocorreu em uma empresa e vimos através dos sites e grupos pode virar tema do nosso DDS e de nossas palestras. Casos reais sempre levantam muita curiosidade. Falar com os funcionários apenas sobre normas não irá despertar tanto interesse neles. Experimente falar sobre causos e acidentes da atualidade e terá resultados bem mais expressivos.

2 – Não cuidar da própria segurança

Na segurança do trabalho nossa palavra vale pouco ou quase nada! O que vale é documentação. Nosso trabalho é cercado por muita responsabilidade e nem sempre a empresa dá o suporte que precisamos para desenvolver nosso trabalho. Documentar possíveis omissões da empresa é obrigatório a quem não se ver comprometido com a justiça depois.

Somente documentar não resolve o problema em alguns casos. Quando a omissão da empresa for grande é melhor deixar o emprego. “É melhor perder o emprego do que a liberdade”!

3 – Terceirizar o trabalho que pode fazer

Tem Técnico de Segurança que terceiriza mesmo quando pode fazer. Por exemplo, se você tem autorização da empresa para elaborar o PPRA por que não fazer? É claro que em algumas empresas ter tempo para elaborar tudo o que se pode fazer é bem complicado. Más, temos que pensar que quanto mais terceirizamos menos controle temos sobre programas e procedimentos que nos dizem respeito.

Quanto mais puder fazer pela empresa mais bem visto será, e mais controle terá sobre seu departamento e as ferramentas que o cercam.

4 – Se acomodar perante as dificuldades

Pode acontecer que de tanto lutar para conseguir fazer segurança na empresa e ás vezes em vão, desistamos de tentar, nos entregando completamente, e no máximo entregando EPI… Tal condição além de gerar risco de responsabilidade em caso de acidente de trabalho, gera sofrimento, afinal, ninguém se forma no segmento de segurança do trabalho apenas para entregar EPI.

Precisamos lembrar que se entregar a situação não resolve o problema! Talvez uma simples conversa com a direção da empresa possa resolver o problema. Se não resolver, pare e analise se vale a pena continuar fazendo parte da empresa. Se vale a pena correr o risco de ver o acidente acontecer por causa de uma condição insegura, se vale a pena correr o risco de responder solidariamente pelo acidente juntamente com a empresa que te contratou…

5 – Aceitar desvio de função

Técnico de segurança do trabalho tem carga de trabalho definida pela NR 4, item 4.8, são 8 horas de trabalho por dia em prol de ações prevencionistas na empresa.

Se a empresa ficar te desviando de função poderá ser multada por isso.

6 – Não observar a hierarquia da empresa

Precisamos ter uma visão real a respeito do nosso verdadeiro papel a ser desempenhado, bem como, de onde devemos nos posicionar na empresa. Não somos os líderes no setor do funcionário, por isso, não devemos ficar distribuindo broncas a advertências na empresa. Isso é dever do verdadeiro líder do funcionário, do líder de setor.

7 – Não conhecer a empresa onde trabalha

É preciso conhecer as pessoas com quem trabalhamos, ás vezes confiamos em quem não devemos e quando prestamos atenção já fomos ao chão! As pessoas são a coisa mais perigosa que existe. Se dar o tempo de conhecer os colegas de trabalho é fundamental  para evitar ser surpreendido depois.  Seguindo esse pensamento devemos lembrar o que está escrito no livro de Jeremias 17:5 “maldito é o homem que confia no homem”.

Mesmo as pessoas mais amáveis hoje podem se tornar a pedra no seu sapato amanhã. Esteja atento e pense o tempo todo “até onde vale a pena confiar em alguém”…

8 – Se ausentar por muito tempo do chão de fábrica

No chão de fábrica é onde as coisas acontecem. É claro que precisamos cuidar da parte documental, más, cuidar dos riscos na fonte é bem mais importante do que “apenas” os colocá-los no papel.

A palavra chave nesse sentido é ser dosador! É procurar trabalhar fazendo as coisas na dose certa e na sequencia certa. É saber dosar o tempo entre chão de fábrica e serviço documental.

9 – Não saber se comunicar

Quanto mencionamos aqui comunicação não nos referimos apenas a comunicação verbal, e sim, qualquer tipo de comunicação. Na nossa profissão precisamos saber nos comunicar:

- Por escrito: É incrível e ás vezes chocante a quantidade de erros que ás vezes encontro nos comentários dos colegas tanto no site quanto no Facebook. Fico pensando será que na empresa eles erram da mesma forma? Acredito que sim. Erros gramaticais normalmente ocorrem com quem lê pouco ou é muito displicente no que faz.

Não podemos nos acomodar com a escrita errada! Em tudo que fazemos deixamos nossa marca, deixamos nossas pegadas, tudo serve como referência do que somos! Precisamos nos preocupar com o que temos deixado, e com o que aparentamos ser!

- Verbalmente: Usar gírias ou linguagem de baixo calão mancha a imagem de qualquer profissional e com o Técnico de Segurança do Trabalho não é diferente. O profissional que tem nível técnico precisa atuar como profissional de nível técnico que é. Precisa saber pelo menos o mínimo da linguagem de nosso país para poder se comunicar, falar erradamente é outra coisa que não podemos nos admitir.

10 – Não saber usar as ferramentas que possui

- Tecnologia: Precisamos e devemos tirar proveito dos avanços tecnológicos que estão á disposição da nossa geração. Por incrível que pareça tem Técnico de Segurança do Trabalho que tem dificuldade para enviar um e-mail. Gente, isso é o básico do básico que precisamos saber!

Precisamos dominar de forma razoável pelo menos os sistemas que enviam e-mails, e os programas tipo:

- Microsoft Word: Usamos esse para fazer PPRA, criar relatórios, fazer Mapa de Risco, criar procedimentos de segurança para ser entregues aos funcionários, criar comunicados que podem ser colocados no mural da empresa, criar documentos de CIPA (atas, processo eleitoral, etc.). Criar lista de presença e cronogramas de presença.

- Microsoft Power Point: Para criar treinamentos e apresentações, criar Mapa de Risco.

- Microsoft Excel: Criar planilhas de controle de extintores, controle de das de CIPA, Check list, Mapa de Risco. Criar planilha para ser “colada” no PPRA. Criar planilha de presença e controle de datas de treinamentos.

- Microsoft Paint ou Paint Net: Criar ou modificar imagens para serem usadas em treinamentos e campanhas de segurança. Fazer Mapa de Risco. Criar materiais para serem usados em campanhas de segurança.

- Facebook: O que tem de gente se complicando na empresa por causa de bate papo e Facebook “não está no gibi (essa é antiga clip_image002)”. Precisamos saber tirar proveito das ferramentas e não usá-las para benefício próprio. O que é da empresa é para uso no trabalho.

11 – Ser fumante

Como o Técnico de Segurança do Trabalho sendo fumante terá “moral” para fazer campanhas Sobre os Efeitos Nocivos e Restrições ao Fumo: Portaria Interministerial MS/MTb 3.257 de22/09/1988.

E mais, que o cigarro faz mal a saúde todo mundo sabe! Como alguém que faz mal a própria saúde respiratória por causa do fumo poderá instruir o funcionário a usar máscara para proteger para preservar a saúde?

Sei que temos alguns colegas fumantes, más, antes de comentarem me xingando reflitam sobre esse parágrafo. A intenção não é criticar e sim levar a reflexão, ok?

12 – Ser alcoólatra ou beberrão

Como o Técnico de Segurança do Trabalho sendo beberrão terá “moral” para fazer campanhas Sobre os Efeitos do Uso de Bebidas Alcoólicas no Trabalho – Portaria Interministerial GSI/MTE nº 10 de 10/07/2003.

13 – Ter uma vida sexual promíscua

Como um Técnico de Segurança do Trabalho com vida sexual promíscua poderá fazer parte da Campanha Anual de Prevenção da AIDS prevista na NR 5 item 5.16 letra “P”. Se sua vida sexual é promíscua procure não transparecer isso no trabalho e cuidado com as DST’s e AIDS elas são uma realidade mais presente a cada dia que passa.

14 – Não saber escutar a opinião dos outros

Ninguém sabe tudo, e ás vezes basta escutarmos uma opinião de outra pessoa para começar a ver um problema por outro anglo de vista!

Sempre costumo dizer que ás vezes as opiniões mais tolas podem virar joias se forem analisadas com calma e humildade.

A pessoa que acha que sabe tudo na verdade não sabe nada. As pessoas mais inteligentes que conheço são exatamente aquelas que mais interagem e mais estão prontas a ouvir.

*O profissional inteligente sabe que não sabe tudo, sabe que outra pessoa sabe coisas que ele não sabe, sabe que ele e outra pessoa juntos saberão muito, sabe que nunca saberá tudo que pode ser sabido! Fui claro!

clip_image00415 – Não cuidar da CIPA

A CIPA é braço da segurança do trabalho na empresa quem tem uma CIPA que funciona já tem meio caminho andado para o se sucesso da gestão de segurança do trabalho na empresa.

Como a CIPA é formada por funcionários voluntários, ou seja, os funcionários que não recebem remuneração para ser cipeiro. Por não receberem financeiramente para fazer parte da CIPA o único combustível que sobre para fazê-los trabalhar se chama motivação!

Precisamos aprender a motivar os cipeiros, precisamos cuidar da CIPA, mostrar que eles cipeiros desempenham um papel importante e são importantes para toda empresa. Garantir a segurança no ambiente de trabalho é garantir qualidade de vida no trabalho.

A CIPA precisa ser estimulada, apoiada e ouvida. É como se fosse uma planta que precisa ser cuidada para dar fruto naturalmente.

*Professor Mário Sergio Cortella.

 

Glossário:

CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

MS: Ministério da Saúde.

MTE: Ministério do Trabalho e Emprego.

PPRA: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

Alcoólatra: Pessoa que bebe todos os dias. Viciado em bebida alcoólica.

Check list: Lista de tarefas, check list ou lista de verificação é o nome dado a listas usadas para detalhar tarefas longas, a fim de otimizar as ações e o tempo gasto com elas.

Terceirizar: É quando a empresa abre mão de executar parte de um processo de trabalho contratando outra empresa para fazê-lo. Seja por que a outra empresa domina o processo ou para reduzir custos.

EPI: Equipamento de Proteção Individual

domingo, 1 de dezembro de 2013

Como manter a segurança em uma oficina mecânica

 

Fonte: http://www.ddsonline.com.br

Imagem: www.becocomsaida.blog.br

 

Só quem trabalha em uma oficina mecânica pode confirmar. Acidentes nesse local de trabalho são mais comuns e frequentes do que se pensa! Muitos desses acidentes acontecem por falta de exigência dos empregadores, mas também (a grande maioria) a falta de conscientização de muitos trabalhadores é um grande fator de risco. Além disso, há ainda produtos perigosos, arranjo físico inadequado, armazenamento incorreto de ferramentas, falta de qualificação, e muitos outros fatores que expõem a vida do trabalhador ao perigo.

Todos conhecem o famoso ditado popular “é melhor prevenir do que remediar”, porém na hora da verdade, muitos trabalhadores preferem pensar “isso nunca vai acontecer comigo” do que realmente agir com segurança e prevenindo os riscos. Com isso, acontecem os acidentes.

Então de que forma os acidentes podem ser prevenidos na oficina?

• O cuidado começa assim que o veículo chega à oficina e segue-se uma sequência de procedimentos a serem cumpridos: avaliar, preparar, consertar, limpar e entregar o veículo. Todas as fases merecem atenção e cuidados com a saúde do trabalhador em relação aos riscos oferecidos.

• Durante a desmontagem e montagem de máquinas:

- Não utilize ferramentas improvisadas (ex.: facas, tesouras);

- Inspecione sempre as ferramentas e conserte ou troque as que estão em má qualidade;

- Use uma banqueta ergonômica (ou seja, adequada para você) sentado, quando possível;

- Use bota de segurança e luvas.

• Ao lavar e desengraxar peças:

- Utilize avental impermeável;

- Óculos de segurança;

- Luvas e botas.

• Limpeza de velas ou componentes, afiação de ferramentas:

- Instalar e manter capa protetora com visor de acrílico para rebolo e escova;

- Verificar proteção das polias e correias;

- Utilizar óculos de segurança.

• Corte e soldagem de peças e componentes:

- Usar mascara para soldador com lentes protetoras contra radiação ultravioleta;

- Para soldagem em aço inox, usar proteção respiratória tipo P2;

- Uso de luvas e avental de raspa para proteção contra queimaduras;

- Para soldar tanque de combustível, estes devem estar completamente descontaminados e sem gases;

- Não realizar soldagens em locais confinados ou próximos a produtos inflamáveis;

- Instalar dispositivo contra retrocesso de fluxo e de chama para equipamento Oxi-acetileno.

• Retirada e colocação de máquinas nas viaturas e bancadas:

- Substituir talhas fixas por guincho hidráulico móvel para maior mobilidade;

- Identificar de modo visível a capacidade de carga da talha/guincho;

- Inspecionar e realizar manutenção periódica no equipamento verificando desgaste dos dentes da catraca e dos elos da corrente;

- Evitar trabalhar sozinho na movimentação de peso.

• Limpeza de mãos e braços:

- Usar pasta desengraxante a base de produtos naturais para que não cause reação alérgica no trabalhador.

• Teste dos motores depois de montados:

- Usar protetor auricular.

• Deve haver um nível de iluminação adequado na oficina. Ao verificar alguma lâmpada queimada, esta deve ser trocada imediatamente.

• O arranjo físico da oficina deve conter informações de onde é a entrada e onde é à saída dos veículos, para que não haja nenhuma dúvida.

• A fiação elétrica e as tomadas devem ser verificadas regularmente.

• É extremamente importante que o local esteja sempre limpo, para que o trabalhador possa efetuar suas tarefas de forma mais agradável e segura.

• Deve-se evitar a desorganização. Quanto mais arrumado for o local de trabalho, mais fácil de encontrar o que se necessita e menor é o risco de acidentes.

• Pias e ralos devem estar sempre desentupidos.

• Portas e acessos devem estar sempre livres.

• Material inflamável deve ser armazenado onde não sejam realizadas atividades rotineiras, e só podem ser guardados em quantidade inferior a 50 litros.

• Embalagens de solventes e materiais inflamáveis devem conter rótulo.

• Deve ser proibido aos trabalhadores que fumem no local de trabalho.

• Não se devem utilizar carregadores de bateria perto de produtos inflamáveis.

Siga corretamente as instruções, use os EPI’s de forma adequada e mantenha-se sempre atualizado acerca de sua profissão!